Óleos de silicone para cabelo

oleo para cabeloO que seria da indústria de cosméticos moderna sem o silicone? Eu ainda vou escrever um post apenas sobre seu uso em cosméticos e sua função, mas hoje eu resolvi escrever especificamente sobre os “óleos” de silicone para cabelo.

Quem tem o cabelo cacheado com certeza conhece ou já ouviu falar da técnica low poo/ no poo que consiste em evitar o uso de shampoos com surfactantes (detergentes) agressivos que destroem a fibra capilar e, consequentemente, também deve-se evitar o uso de produtos que se acumulam no cabelo, como os que contêm petrolatos e silicones insolúveis em água. Bom, meu cabelo é cacheado e tenho certeza que se eu adotasse o low poo, ele seria muito mais bonito e saudável! Mas eu me viciei em produtos que se acumulam nos fios, acho que eles ficam mais encorpados e, momentaneamente, mais bonitos. Como já disse, eles seriam mais bonitos com o low ou no poo, mas no momento eu acho mais fácil tirar o pão-de-quejo da dieta do que tirar os silicones do cabelo.

Voltando aos óleos…
Acho que tivemos uma grande mudança na forma de se vender os famosos “óleos” finalizadores. No final dos anos 90, os reparadores de pontas com silione viraram uma febre, todo mundo usava umas gotinhas para selar as pontinhas, dar brilho e tirar o frizz. E as embalagens mostravam a palavra “silicone” de forma bem explícita. O que eu percebo agora é que a palavra “silicone” sumiu!!! E os produtos se tornaram simplesmente “óleos”.

Não estou defendendo o uso de silicones, só estou reparando que a indústria está tratando o “silicone” como mero veículo, como se ele não tivesse nenhuma função no produto. Talvez por eles estarem ganhando uma fama ruim… Desta forma, tem muita gente que acha que está passando “óleo de argan”, mas, na verdade é óleo de silicone com óleo de argan, e não sabemos a quantidade deste último. E, no meu ponto de vista, quando se fala em óleo, por definição, eu logo penso nos fixos, como o de argan, oliva, semente de uva etc., ou nos essenciais, usados na perfumaria. Mas nunca penso em silicones!

"Óleos" que uso no cabelo
“Óleos” que uso no cabelo

O objetivo deste post é apenas fazer um alerta, chamar atenção para o fato de usar uma coisa pensando que é outra! Como eu disse, eu gosto de usar alguns destes “óleos” de silicone (os meus preferidos estão aqui do lado), mas uso ciente de que o efeito que vejo é como se fosse uma maquiagem e que não me irá trazer benefícios a longo prazo. É a mesma coisa do primer na maquiagem, o efeito de disfarçar os poros é momentâneo! Quando eu quero o efeito de tratamento de algum óleo vegetal, uso puro para fazer umectação (banho de óleo). Se nesses “óleos” o efeito que vemos fosse produzido pelo óleo vegetal, sentiríamos o cabelo mais gorduroso. O que não acontece com os finalizadores com silicone.

Então é isso… Espero ter contribuído de alguma forma para o entendimento deste tipo de produto. Sou uma consumidora muito exigente e ia ser muito bom se as indústrias fossem mais transparentes nos rótulos dos produtos. Uma coisa boa seria colocar a concentração do óleo de argan ou outros óleos vegetais, caso estejam presentes na formulação.

Sintam-se à vontade para comentar e deixar dicas!

Creme para prevenção de estrias

O que eu usei na gravidez: Mustela, Materskin e óleo de amêndoas

Já fiquei grávida duas vezes e sei como é ficar preocupada com o barrigão. Quando a gente acha que a barriga já está enorme, ainda vai crescer mais! Então vou falar um pouco sobre creme para estrias e compartilhar o que eu usei nesta gravidez.

Mas o que os cremes formulados para prevenção de estrias têm de tão especial?

Na minha opinião, tem dois pontos importantes a respeito destes cremes.

Primeiro: eles possuem formulação desenvolvida especialmente para uma situação em que a pele se estica de forma rápida e intensa, ou seja, possuem mais ativos para impedir o surgimento de estrias nestas fases. Portanto, estes cremes podem ser usados não só durante a gestação, mas em outras situações em que a pele é mais “exigida”, como no ganho rápido de peso (ou músculos!) ou em fase de crescimento rápido. É muito comum surgirem as primeiras estrias na adolescência, foi nesta fase que eu aprendi o que eram estrias! A partir daí comecei usar loção hidratante diariamente e não apareceram outras mais novas…

O segundo ponto, é em relação à segurança que o creme oferece para a gestante. A indústria escolhe os ativos mais eficazes, mas também seguros. Se a grávida resolve utilizar um creme rico em ativos para prevenção/tratamento de estrias, mas que não foi formulado especialmente para gestantes, ela corre o risco de utilizar uma formulação com ativos relacionados a efeitos danosos para o bebê (teratogenicidade e aborto). Um exemplo, é a cânfora que é muito comum em formulações para aliviar pernas cansadas. Ela não é indicada para gestantes, pois em estudos com administração de cânfora por via oral em animais, foi observado efeito abortivo, por isso não é recomendada para formulações para gestantes. E, assim como a cânfora, outros ativos não são indicados para uso durante a gestação.

Linha Umiditá
Linha Umiditá

Nesta última gravidez, eu usei três produtos: o Materskin da Biolab, o creme da linha Mustela e óleo de amêndoas puro (de farmácia de manipulação). Há 10 anos atrás, na minha primeira gravidez, eu engordei 25 Kg (e não me orgulho disso!) e usei apenas Materskin e óleo de amêndoas à noite e não tive nenhuma estria na barriga. Eu gostava de passar o óleo naqueles momentos da coceira… Desta vez, eu usei também o Mustela, pois consegui comprá-lo mais barato e achei que o Materskin estava bem caro. Acho que os dois são excelentes: possuem aroma suave, boa espalhabilidade e deixam a pele muito hidratada! Gostaria de ter testado o creme da linha Umiditá da Libbs, mas não deu tempo, o bebê nasceu antes de conseguir compra-lo. Achei a linha bem interessante, principalmente o creme gel para pernas cansadas, pois é difícil conseguir um creme seguro com esta finalidade. Vou ver se encontro o creme pós-parto para testar e depois eu conto o que achei!

 

Abraços a todas e espero não decepcioná-las neste novo recomeço!

A volta do esqualano

esqualeno

Quando nós compramos um potinho de creme ou um simples batonzinho, não fazemos ideia nenhuma de onde vem a matéria-prima utilizada. Uma coisa que me alegra nos nossos tempos de acesso ilimitado à informação, é o quanto os consumidores estão mais conscientes.

Há alguns anos atrás, era bastante comum encontrar esqualano em cosméticos, inclusive naqueles manipulados na farmácia. E o esqualano realmente merece destaque por várias características: é inodoro, incolor, quimicamente estável, muito resistente à oxidação, boa solubilidade em vários tipos de formulação etc. E a melhor parte: o esqualeno e o próprio esqualano (em menor concentração) são produzidos pelas nossas glândulas sebáceas, eles ajudam a prevenir a perda de umidade e a promover a elasticidade da pele. E o fato de já serem produzidos pelo nosso organismo (ele pode ser encontrado até na vagina!) traz uma maior segurança para o seu uso em cosméticos.

Agora a parte ruim: por muito tempo, a fonte comercial desta matéria-prima era o fígado de tubarões que vivem nas profundezas do mar. Esse óleo de fígado de tubarão foi muito utilizado na China, Japão e Coreia como um alimento saudável e até aqui no Brasil, pode ser encontrado nos dias de hoje.

Antes de continuar, preciso fazer um esclarecimento: existe o esqualeno e o esqualano!

Esqualeno: encontrado em maior concentração no sebo da nossa pele, possui muitas ligações duplas na sua cadeia carbônica e é bastante instável, portanto, ficaria difícil utilizá-lo dessa forma em cosméticos;

Esqualano: encontrado em baixa concentração na pele, produzido a partir do esqualeno por uma reação química (hidrogenação catalítica), possui boa estabilidade para ser usado em cosméticos.

Continuando… Além do fígado de tubarão, outras fontes de esqualeno foram exploradas. Na década de 70, o esqualeno chegou a ser produzido por síntese química, mas era caro demais. A opção que surgiu foi obter o fitoesqualeno de óleos vegetais, como o de oliva, só que também não era economicamente viável, pois era encontrado em baixas concentrações… Até que surgiu a alternativa de obtê-lo a partir um resíduo da produção de azeite de oliva que pode apresentar até 30% de esqualeno na sua composição.

Hoje, uma alternativa que me parece muito viável, é a produção do esqualeno a partir da cana-de-açúcar. A Amyris, uma empresa da Califórnia, possui uma levedura (a mesma de fazer pão) que foi modificada para produzir uma outra substância, o β-farneseno a partir da fermentação do açúcar e esta molécula vai servir como precursora para produzir o esqualano. Como açúcar é o que não falta no Brasil, ela acabou se instalando por aqui…

Eu coloquei “a volta do esqualano” no título desse post, pois acredito que agora os consumidores não precisam mais ficar preocupados. A incerteza a respeito da sua obtenção e os custos altos acabavam influenciando na sua disponibilidade no mercado. Acredito que esse novo processo da Amyris vai impactar o mercado e vamos começar a ver mais esqualano por aí.

bb cream esqualano

Um produto que gosto muito é o BB Cream da L’Oréal, vejam a formulação: AQUA; CYCLOPENTASILOXANE; ALCOHOOL; BUTYLENE GLYCOL; ETHYLEXYL METHOXYCINNAMATE; PEG-10; DIMETHICONE;PHENYL TRIMETYCONE; SQUALANE; MAGNESIUM SULFATE; TALC; NYLON-12; MALTITOL; DISODIUM STEAROYL GLUTAMATE; ALUMINIUM HYDROXIDE; SORBITOL; PERLITE; VACCINUM MYRTILLUS FRUIT EXTRACT

 

Eu só não sei de onde vem esse esqualano da L’Oréal, mas com certeza não é de nenhum tubarão!

 

Produtos que eu uso: Colágeno em pó

Já faz algum tempo que uso colágeno hidrolisado e a minha preferência são pelos em pó. Quando digo em pó, me refiro aos vendidos em pote ou sachet. O primeiro que usei era em cápsulas e eu não achei que valesse a pena, a dose era muito baixa e eu teria que tomar várias cápsulas para equivaler a um sachet. Geralmente, a cápsula ou comprimido fornece 1 g de colágeno, mas o ideal é ingerir de 8 a 10g.

A marca de colágeno que eu uso normalmente é a SlimCol da Dynamic Labs, eu me adaptei muito bem ao sabor de tangerina, bem suave. Outro que eu usei e achei bom foi o Colagentek, ele possui sabores sortidos, mas eu achei um pouco forte. Eu sei que existem várias opções em potes, mas o sachet é mais prático e dá para levar na bolsa.

colageno slimcolcolageno colagentek30

 

Além de 8g de colágeno/sachet, ambos possuem algumas vitaminas na formulação. Da mesma forma que gelatina, o colágeno hidrolisado apresenta difícil solubilização em água fria.  O que eu costumo fazer é colocar no copo com água, misturar (vai ficar cheio de grumos) e esperar alguns minutos. Depois eu misturo de novo e está pronto para tomar!