Colágeno hidrolisado funciona?


Colageno e envelhecimento

O envelhecimento tem causa multifatorial, mas uma coisa que todas sabemos é que perdemos o colágeno da pele com o tempo e, com isso, ganhamos rugas e flacidez. Por isso, a ideia de repor este colágeno perdido é muito sedutora.

Esse, com toda a certeza, é um assunto bastante polêmico! Eu via nas prateleiras suplementos e alimentos funcionais com colágeno e sempre aparecia a dúvida:

Suplementação com colágeno funciona ou é perda de tempo e dinheiro? E se funciona, como isso acontece?

Acho que a grande maioria dos profissionais da área da saúde ou pessoas que já estudaram Bioquímica alguma vez na vida não irão ver muito sentido no uso do colágeno.  Afinal, quando você ingere uma proteína, não vai ser tudo hidrolisado e teremos aminoácidos disponíveis do mesmo jeito? Não é a mesma coisa que ingerir gelatina ou pé-de-galinha com regularidade?

Eu pertencia ao grupo que não acreditava na suplementação com colágeno, até que um dia eu resolvi fazer um teste de 1 mês usando todos os dias (8g/dia). E, para a minha surpresa, percebi uma melhora significativa no aspecto da minha pele. Como assim? Qual a “lógica” por trás do colágeno?

Fui fazer uma busca na literatura (científica) e percebi que eu tinha alguns conceitos errados. O primeiro deles era: eu achava que a gelatina por si só já era um “colágeno hidrolisado”, já que ela é obtida a partir da hidrólise do colágeno de origem animal. E, na verdade, o que a indústria chama de colágeno hidrolisado é aquele obtido após mais uma etapa de hidrólise, só que enzimática. Traduzindo: depois de obter a gelatina, esta vai ser quebrada em pedacinhos menores ainda. Em termos bioquímicos, dizemos que foram formados polipeptídeos de massa molecular menor. Essa é a razão do colágeno hidrolisado ser tão mais caro que um simples pacotinho de gelatina!

Depois de ler vários trabalhos, descobri alguns fatos interessantes:

Fato 1: O colágeno hidrolisado, ou mesmo a gelatina, não vai ser completamente hidrolisado no estômago, como quase todo mundo pensa!

Fato 2: O colágeno hidrolisado apresenta biodisponibilidade. Isso significa que vai ser absorvido no intestino e cair na corrente sanguínea.

Vi que muita coisa já foi estudada, e ainda falta alguns pontos para os pesquisadores esclarecerem. Existem muitos estudo in vitro, in vivo (animais) e clínico (com pessoas) que confirmam o efeito que observamos na pele com a suplementação e, também, outros sobre diversos assuntos (metabolismo ósseo, segurança, atividade antimicrobiana etc.). Sobre o mecanismo de ação do colágeno na pele, encontrei dois que me convenceram:

  • Os aminoácidos (aas) do colágeno funcionam como blocos construtores para a produção de mais colágeno. (Esse é o que menos me convenceu, pois eu posso ter os mesmos aas de outras fontes!)
  • Os oligopeptídeos do colágeno hidrolisado se ligam a receptores dos fibroblastos e estimulam a produção de colágeno novo, elastina e ácido hialurônico. (Gostei desse!)

Um trabalho de um grupo brasileiro me chamou a atenção por dar mais uma possibilidade: eles verificaram (in vivo) que a ingestão de colágeno hidrolisado por 4 semanas suprimiu algumas metaloproteinases de matriz, que estão relacionadas com a degradação direta do colágeno e com a inibição da sua síntese.

O que as vaidosas que usam colágeno já sentiam na pele, a ciência explica!

Só para deixar claro: não pretendo escrever post monografia!!! Estes processos são complexos e não dá para colocar aqui bem explicadinho. Mas, o que eu vi na literatura, me convenceu e eu continuo usando CH e gosto muito do resultado. Quem quiser ver o que eu uso, é só clicar aqui.

Se quiser esclarecer um dúvida ou sugerir temas para postagem, pode entrar em contato com o blog!